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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lagoa de outrora

Quantos de teus filhos recordam a lagoa cercada de tabuas?
Quem lembra da Pedra da Ilha, quando não existia o "Gato"?
Também quem não recorda a época em que ao lado do paredão do açude não era calçado?
E a ponte de madeira que trazia água para o antigo choque cercado de bambu?
E a água que jorrava no sangrador do açude no tempo de inverno impossibilitando assim a subida e descida do povo do Sítio Alto do Tambor?
Quem lembra os quintais de Dona Erevin, Dona Beatriz e Dona Biu, que dava uma vista panorâmica para o açude?
Quem não recorda o cheiro da planta vitória régia nas margens da lagoa?
Quantos mergulhadores ousaram banhar-se em teu seio e perderam-se nas águas da lagoa, deixando, assim, seus entes em desespero?
E a morte do cidadão Nêgo de Maria Duda que passou dias para encontrar seu corpo causando curiosidade ao povo da cidade?
Quem já não se encantou com o fascínio da lagoa ora sedutora, ora imprevísivel?
Quem tenta te conhecer fascina-se cada vez mais por você!
Lagoa misteriosa!
Lagoa de tantas coisas boas!
Lagoa de outrora!
Minha lagoa!
Terra de gente boa!


Edmilson Aquino.

Um comentário:

  1. Esta "Lagoa de outrora" traz fortes lembranças de um tempo que não volta mais. Quantas saudades!!!!!!!

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